domingo, 14 de outubro de 2012

 
tenho fome
do branco
debruçado no mar
por onde me ondulo

e em cada vaga
...
o recomeço
infindo

o poço
sem fundo
no profundo
de mim

fustiga-me
o vento
adentro
no sopro
da chama
que me arde

e entorno-me
montanha
que se exala
na ternura das pétalas
 
 
(Ana P Madureira) 
 

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