sábado, 13 de outubro de 2012

EM SILÊNCIO
 




 Pelos vãos das janelas
Correm angústias
Atiradas ao chão

...
Vorazes como lixo

Torturam e doem
Desfazendo a alma

Como o peito aperta
Nessa ansiedade
Em sufoco no silêncio
De palavras sujas nas paredes velhas

Quero gritar
Soltar minhas lágrimas
Em desabafo da minha solidão

Colo e mãos vazias
Num desejo louco de te ter
Mas pouco a pouco
Apenas sinto
Rolarem lágrimas…

(Fátima Porto)
 

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