segunda-feira, 7 de julho de 2014


Quando eu morrer voltarei para buscar
os instantes que não vivi junto do mar

[Sophia de Mello Breyner Andresen]

O TEU NOME BEIJOU A LUA


O teu nome beijou a lua
O teu nome beijou a lua
e a noite deitou-se nos teus braços
para encontrar o sentido dos sonhos.

(António Carlos Santos)- Poema do livro, a Geometria do Amor

DA GEOMETRIA DO AMOR


Em pedaços de caligrafia
cintila o eco profundo
da geometria do Amor.

(António Carlos Santos)

Para fazer amor é preciso mais, muito mais, do que despir o corpo. É preciso despir o ser até à inocência. E entregarmo-nos nus, despidos do mundo e sem medo de perder a alma.
 
(João Morgado) - In Diário dos Infiéis

Arte de: Alex Chernigin
 

O VÉU


Não te conheço o corpo, nem o rosto, nem sequer o olhar

Não ouvi a tua voz, não senti o teu abraço, nem o calor do teu corpo
...

Um véu cobre a minha imaginação, cobre-te a ti, leva-te para longe

Não tenho na parede uma foto tua pendurada, não captei o momento

És a minha folha de papel em branco, em que escrevo e desenho

Na qual crio sonhos e fantasias, e me perco em sonhos sem fim

Cai a noite e com ela adormeço, e na escuridão é o toque dos teus lábios

Que tocam os meus, numa fantasia sem rosto, escondido por esse véu que trazes

E que nunca o tiras

(Desconheço o autor)
 

E naquele momento eu pensei que poderíamos ser infinitos, se fossemos música.
E isso explica tudo...mas ninguém entende!

(Paulo Fernandes)

Se o tempo envelhecer o meu corpo, mas não
envelhecer as minhas emoções...
Nunca serei tão triste!

(Paulo Fernandes)