sábado, 6 de outubro de 2012


 

Faço amor contigo
entre gestos suaves e intensos
silêncios que envolvem o meu corpo
...e deixam o teu corpo falar
transpirar todo o desejo...
...
Sinto na tua dança o prazer que nasce em ti
profundo..irrequieto..
que se expande em mim em aromas divinais...
Navego-te...ando a sobrevoar as tuas emoções..
Quero ver o teu lado selvagem
Sentir o Teu corpo ser Oceano
em ondas gigantes de prazer...
Mergulho..Danço..
E sempre quero navegar mais
Para que me sintas em ti
como eu te sinto em mim...
Meu amor...
 
(Cris Anvago)





Quando estou triste
fecho-me em mim
penso...penso...
até chegar sempre á "brilhante" conclusão :
não vale a pena estar triste por certas coisas pequeninas
...
E..sorrio para quem me sorri
Sorrio para quem me Ama
Amo....sempre muito...
Se estou triste...
Fecho os olhos..vejo os teus..e sorrio...
 
(Cris Anvago)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012




Nunca quis dar-te aquilo que não me pertencia,
nem mesmo uma rosa de um jardim alheio. Porém
hoje te dou a lua! Posto que de tanto estar com ela,
...
já sou dela e ela é

minha!

(Maria Santos)


INSONE





Olhar da cor do sofrimento
Rosto esculpido em desalento
...
Lábios crispados em surdo lamento
Corpo curvado pelo crivo do tormento

Mágoa líquida de desencanto
Lágrima breve em fluido pranto
Dor escondida em negro recanto
De alma perdida em espesso manto

A esperança vagueia em sórdido abandono
Na rua vazia que adormece
Sem saber da paz que habita o sono

                    
(Rita Pais)
FUMO




 Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas,

...
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!
Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas...
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!
Os dias são Outonos: choram... choram...
Há crisântemos roxos que descoram...
Há murmúrios dolentes de segredos...
Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!...

(Florbela Espanca)


O beijo desmedido,
tinha o tamanho de uma
saudade imensa, havia
séculos de ausência dentro
das suas bocas.

(João Morgado)
 
 
Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.

(Mario Quintana)